No dia 13 de agosto de 2025, o Electric Bristol recebeu uma noite histórica de thrash e metal industrial, com Kerry King e sua banda dividindo o palco com o lendário Fear Factory. Mais de mil fãs testemunharam um espetáculo de energia, peso e devoção ao metal extremo.
Kerry King – Fúria incandescente em 90 minutos
O show começou com os acordes de “Diablo”, dando início a uma performance de 90 minutos sem trégua. Sob luzes vermelhas intensas, Kerry King entrou em cena acompanhado de um verdadeiro supergrupo: Paul Bostaph (bateria), Kyle Sanders (baixo), Phil Demmel (guitarra) e Mark Osegueda (vocais).
“Não há tempo de inatividade neste set. Kerry King não escreve música para jantares. É salva após salva, entregue com poder e proficiência implacáveis.”
Osegüeda, vocalista do Death Angel, mostrou por que é um dos cantores mais subestimados do thrash, conduzindo a plateia com garra em músicas do álbum From Hell I Rise e clássicos do Slayer, incluindo “Chemical Warfare”, “Black Magic”, “Repentless” e uma devastadora “Raining Blood”.

Phil Demmel brilhou não só nos riffs e solos, mas também pela interação com o público, chamando fãs jovens ao palco e arrancando sorrisos que se misturaram ao peso do show. Já Bostaph e Sanders formaram a base rítmica de pura brutalidade, mantendo a sala em ebulição.
O final foi apoteótico: “Black Magic” e “From Hell I Rise” encerraram a noite em um turbilhão de riffs, mosh pits e suor.
Fear Factory – 30 anos de Demanufacture
Se Kerry King deixou o local em chamas, o Fear Factory já havia preparado o terreno com uma apresentação esmagadora do clássico Demanufacture, que completa 30 anos.
A formação atual, com Milo Silvestro nos vocais, mostrou solidez e confiança. Dino Cazares, mestre dos riffs industriais, comandou o público em círculos de mosh e explosões sonoras, enquanto Pete Webber (bateria) não deu espaço para descanso.

Um dos momentos mais intensos veio com “A Therapy For Pain”, dedicada a Ozzy Osbourne, em meio a um mar de lanternas de celular erguendo uma homenagem comovente.
“Esta banda pode não ser a original, mas manter vivo o legado de um registro tão importante é fundamental. Eles sabem o que estão fazendo — e fazem isso incrivelmente bem.”
O set terminou em alta com “Lynchpin”, deixando a plateia exausta, mas com a sensação de ter vivido uma noite histórica.
Uma celebração do metal
Entre thrash visceral e a máquina sonora do industrial, a noite em Bristol mostrou o poder de dois nomes que, cada um a sua maneira, continuam a moldar o peso do metal. Kerry King reafirma sua fúria criativa pós-Slayer, enquanto o Fear Factory mantém vivo o espírito de um de seus álbuns mais importantes.
Uma noite de suor, caos e pura devoção ao metal.
Electric Bristol – 13 August 2025. Photo: Paul Hutchings/MetalTalk
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