Wolfgang Van Halen critica uso da IA generativa: “A IA deveria estar colocando silenciadores em carros, não fazendo arte por nós”

Wolfgang Van Halen, filho do lendário Eddie Van Halen, voltou suas atenções para um tema cada vez mais presente no mundo da música: a inteligência artificial generativa. Em entrevista à rádio Q102 de Springfield, Missouri, o músico foi categórico ao rejeitar o papel da IA na criação artística.

“Eu acho a IA generativa realmente estúpida. Eu só acho que é burra. Eu acho que é uma perda de tempo. Eu acho que a IA deveria estar colocando silenciadores em carros, não fazendo arte para nós. Mas outras pessoas sentem diferente. É assim que eu me sinto. Eu acho que é burra. Eu acho que é apenas… eu não sei. Não é a minha praia.” — Wolfgang Van Halen

Questionado sobre o motivo de grandes gravadoras estarem abraçando o uso da tecnologia, Wolfgang não poupou críticas ao modelo corporativo que prioriza cortes de custos em detrimento do trabalho humano:

“Sim, é lamentável. Bem, sabe por quê? Porque permite que você pague menos pessoas. Todas as pessoas no topo veem a linha subir porque estão pagando menos pessoas para fazer mais trabalho com menos dinheiro. É meio que a maneira – toda indústria é, infelizmente, assim no final das contas, o que é uma droga. Nunca é realmente sobre o que está sendo feito. É o quão rápido você pode fazer e jogar para as pessoas.” — Wolfgang Van Halen

Conhecido por seu trabalho no Mammoth WVH e pela herança musical carregada no sobrenome, Wolfgang tem se mostrado vocal sobre questões que vão além da música, reforçando a importância da criatividade humana e do papel dos artistas diante das mudanças tecnológicas.

Suas declarações ecoam um sentimento crescente no underground e também no mainstream: o receio de que a IA seja utilizada como ferramenta de substituição, e não de apoio, aos criadores originais.

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