O Nightwatcher, vindo da Colômbia, estreia com Will-O’-The-Wisp e já deixa claro a que veio: mergulhar fundo no legado do power metal germânico que moldou gerações desde os anos 80. O resultado é um trabalho que, mesmo carregado de influências evidentes, entrega energia, velocidade e melodias que devem agradar aos fãs de Helloween, Gamma Ray e companhia.
A faixa de abertura, “I Am Metal”, é praticamente uma declaração de intenções — riffs acelerados, bumbo duplo e vocais agudos que soam como resposta direta à clássica pergunta dos mestres alemães: You are metal?.
Logo em seguida, a banda mostra versatilidade:
-
“Dreamweaver” (8:24) traz a veia épica, com bateria cavalgante, duelos de guitarra e passagens melódicas bem construídas.
-
“Spitfire”, mais curta e urgente, tem cara de hino de palco, com coros simples que convidam ao canto coletivo.
-
“Pied Piper” arrisca um flerte com sonoridades mais modernas, em ritmo cadenciado e mecanizado, mas acaba destoando da proposta geral.
-
“Wails In The Dark” funciona como semi-balada com guitarras limpas, criando um respiro no centro do álbum.
O álbum retoma o fôlego com “Desire For Vengeance”, uma das mais fortes do tracklist, seguida por “It’s Time”, que mantém a fórmula, ainda que sem o mesmo impacto.
O fechamento fica com a faixa-título, “Will-O’-The-Wisp”, que sintetiza a proposta do Nightwatcher: power metal veloz, de riffs gêmeos e vocais estridentes, ecoando diretamente a escola alemã.
Apesar de alguns deslizes — especialmente nas letras em inglês com sotaque carregado e certas passagens menos inspiradas —, o disco apresenta um conjunto sólido e apaixonado, deixando claro que o Nightwatcher é um nome para se acompanhar na cena sul-americana de metal melódico.
#metalneverdie #Nightwatcher #WillOTheWisp #PowerMetal #ColombianMetal #HelloweenInfluence