Os italianos do Barbarian retornam em estado de guerra aberta contra qualquer noção de contenção sonora. Em 23 de janeiro de 2026, a banda lança seu sexto álbum, Reek of God, via Dying Victims Productions, consolidando uma identidade extrema que ignora tendências e aposta tudo no confronto direto.
Conhecidos por uma abordagem visceral e sem concessões, o Barbarian amplia seu próprio vocabulário com aquilo que eles mesmos batizaram de “retrogarde metal”. O disco mergulha fundo em uma mistura hostil de speed metal, thrash, black metal e influências proto-extremas, evocando tanto o épico oitentista quanto a brutalidade do death metal em formação e a sujeira crua do metal punk.
Com cerca de 35 minutos de duração, Reek of God entrega 11 faixas principais e uma introdução falada, todas diretas, curtas e sem estruturas tradicionais de verso e refrão. São 98 riffs despejados em um fluxo incessante, repleto de viradas abruptas, mudanças de tempo e uma sensação constante de ameaça gelada. A produção mantém tudo claro e agressivo, sem polir demais ou transformar o caos em lama sonora.
Os vocais soam como um ataque frontal, quase animalescos, enquanto a base rítmica avança de forma compulsiva e os solos cortam como lâminas enferrujadas. Há uma eletricidade malévola que atravessa o álbum inteiro, alternando momentos de fome voraz e explosões rítmicas que remetem aos primórdios do metal extremo europeu.
Liricamente, o Barbarian segue firme em sua linha blasfema e anticlerical, explorando culpa máxima, pecado, sacramentos profanados e crítica religiosa pesada. Faixas como “Shit He Forgives” e “Cardinal Sinner” deixam claro que não há metáforas suaves aqui. A arte de capa, assinada por Claudio Elias Scialabba, exagerada e grotesca, complementa perfeitamente o clima de horror satânico e metal old school.
Para fãs de Venom, Sodom dos primeiros dias, Bathory, proto-death e thrash sujo com veia black, Reek of God é um ataque certeiro. Um disco descrito com justiça como “all killer, no filler”, e uma forma brutal de iniciar 2026 no underground.
Formação
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Borys Crossburn – guitarras, vocais
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Blackstuff – baixo
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Sledgehammer – bateria
Tracklist
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Warning
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Maxima Culpa
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Sledgehammer
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Eighth Sacrament
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Shit He Forgives
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Cardinal Sinner
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Cancer Cross
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Crossburn
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Mercy Swallower
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Freak Magnet (L7 cover)
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Retrogarde Metal
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Crurifragium
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