Edu Falaschi foi o convidado do Bangers Official Podcast e abriu o coração sobre um dos momentos mais aguardados do metal nacional: a reunião da formação clássica do Angra da fase Rebirth. Em conversa com Bruno Sutter, o vocalista falou sobre bastidores, reencontros, carreira solo, o novo álbum Mirage e a carga emocional que envolve subir novamente ao palco ao lado de antigos companheiros.
Segundo Falaschi, a ideia da reunião começou após uma foto com Felipe Andreoli e Aquiles Priester viralizar no Bangers do ano passado. A imagem despertou o interesse de Márcio, ligado à produção do festival, que entrou em contato para saber se existiria a possibilidade de reunir os cinco nomes daquela fase histórica.
“Se tivesse a possibilidade de reunir vocês cinco, da formação do Rebirth, você faria? Eu falei: óbvio.” — Edu Falaschi
O cantor deixou claro que não queria liderar o processo, já que o Angra segue ativo com outra formação e ele está focado em sua carreira solo. Ainda assim, a condição emocional era muito clara: a reunião precisava acontecer com os cinco integrantes centrais daquela era.
“A única imposição que eu falei foi: tem que ter os cinco. Se não tiver um dos cinco, já não acho tão legal.” — Edu Falaschi
A apresentação no Bangers terá como eixo a celebração dos 25 anos de Rebirth, álbum que marcou a reconstrução do Angra no início dos anos 2000 e se tornou um dos discos mais importantes do metal brasileiro. Falaschi também revelou que haverá um side show focado no disco, com a possibilidade de execução integral da obra.
Um dos pontos mais fortes da entrevista foi o reencontro pessoal com Rafael Bittencourt. Falaschi contou que os dois tiveram uma conversa de cerca de quatro horas no Guarujá, antes do compromisso profissional ganhar força. O papo serviu para revisitar mágoas, colocar assuntos antigos na mesa e virar uma página importante.
“A gente se viu totalmente desarmado. Era os dois caras ali trocando ideia. Um pediu desculpa pro outro.” — Edu Falaschi
O vocalista também falou sobre Mirage, novo álbum de sua carreira solo, que encerra a trilogia iniciada com Vera Cruz e continuada em Eldorado. O disco levará a narrativa para o Oriente Médio, mas sem ligação direta com conflitos reais. A proposta segue dentro de uma construção fictícia, épica e conceitual.
Além disso, Falaschi explicou que a turnê de Mirage também celebrará seus 35 anos de carreira, dividida em três atos: um focado na trilogia solo, outro em sua trajetória com bandas como Mitrium, Symbols, Almah, Venus e Angra, e um terceiro dedicado a Aqua e Aurora Consurgens.
Mesmo sem confirmar novos desdobramentos para a reunião do Angra, Falaschi reconheceu que seria especial levar esse encontro para outras cidades e países. Por enquanto, o foco está nos dois shows anunciados e na emoção de reencontrar o público com essa formação.
“Esse show não é só um show. Ele tem uma importância emocional muito grande para a gente e para o fã.” — Edu Falaschi
No fim, a entrevista reforça que a reunião vai além da nostalgia. É sobre legado, perdão, memória afetiva e a força de músicas que já não pertencem apenas aos músicos, mas também aos fãs que cresceram com elas.
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