🇧🇷 A chama foi acesa.
A Phantom Star acaba de apresentar “Witch Hunt”, primeiro single oficial de sua carreira e também a primeira amostra concreta do aguardado álbum de estreia da banda, previsto para chegar em CD no dia 20 de junho via Classic Metal Records. Mas longe de apostar apenas em nostalgia ou reverência estética ao heavy metal tradicional, o grupo escolheu iniciar sua trajetória mergulhando em um tema pesado, desconfortável e extremamente atual.
“Witch Hunt” não fala apenas sobre as caças às bruxas da história.
Fala sobre perseguição.
Fala sobre julgamento.
Fala sobre intolerância disfarçada de moralidade.
E principalmente sobre como isso nunca desapareceu completamente.

A faixa marca também a estreia oficial da Phantom Star como sexteto, agora incorporando Lucas Shred nos teclados, elemento que amplia ainda mais a atmosfera épica e sombria da composição. O resultado é uma sonoridade que transita entre o heavy metal clássico, o occult metal e momentos carregados de dramaticidade, criando uma identidade que remete aos grandes nomes da velha escola sem soar artificial ou genérica.
Existe algo de muito honesto em “Witch Hunt”.
A música carrega aquele sentimento típico do metal tradicional feito com paixão verdadeira, sem parecer um produto calculado para algoritmo. As guitarras surgem afiadas, os teclados criam uma névoa densa ao redor da composição e a banda conduz tudo com um senso teatral que conversa diretamente com o imaginário clássico do heavy metal oitentista.
Mas o peso principal da faixa está na mensagem.
A Phantom Star utiliza o simbolismo das caças às bruxas para mostrar como a perseguição apenas mudou de forma ao longo dos séculos. Antes, mulheres eram queimadas em praça pública por desafiar padrões impostos. Hoje, continuam sendo atacadas, silenciadas, julgadas e pressionadas por sua aparência, comportamento, liberdade ou independência. O metal sempre teve essa capacidade de transformar temas obscuros da humanidade em arte, reflexão e confronto direto. E “Witch Hunt” entende exatamente isso. Não é apenas uma música sobre o passado. É uma crítica sobre estruturas que continuam existindo de maneira mais sofisticada, silenciosa e socialmente normalizada.
Visualmente e musicalmente, a Phantom Star demonstra entender profundamente a estética do NWOTHM (New Wave Of Traditional Heavy Metal), movimento que resgatou a essência do metal clássico sem transformar o gênero em peça de museu. Existe energia, existe identidade e principalmente existe verdade.
Em tempos onde muita coisa soa descartável, “Witch Hunt” aparece como uma estreia que transmite personalidade logo no primeiro golpe.
E talvez esse seja o principal acerto da Phantom Star.
A banda não tenta parecer antiga.
Não tenta parecer moderna.
Apenas soa como heavy metal de verdade.
A caça começou. E a Phantom Star parece pronta para deixar sua marca na nova geração do metal.
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