Marilyn Manson sofreu uma nova derrota na Justiça da Califórnia. Um juiz negou o pedido da defesa do músico para arquivar o processo civil movido por sua ex-assistente Ashley Walters, que acusa o cantor de agressão sexual, assédio, abuso psicológico e outras violações.
A decisão permite que o caso siga adiante enquanto as partes continuam reunindo provas. Manson, cujo nome verdadeiro é Brian Warner, nega as acusações.
A ação de Walters foi apresentada originalmente em 2021 e envolve episódios que, segundo ela, teriam ocorrido entre 2010 e 2011, período em que trabalhou com o músico. A ex-assistente afirma ter sido submetida a situações de abuso, intimidação e violência psicológica.
O processo já havia enfrentado obstáculos por causa do prazo de prescrição. Em 2022, a ação foi rejeitada inicialmente. Depois, o caso passou por recursos e novas tentativas de reabertura. Em dezembro de 2025, a ação voltou a ser descartada por questões ligadas ao prazo legal, mas ganhou novo fôlego em 2026 com base em uma lei da Califórnia conhecida como AB 250.
Essa legislação, em vigor desde janeiro de 2026, abriu uma janela temporária para que determinados casos civis envolvendo violência sexual, antes barrados por prescrição, pudessem ser retomados.
A defesa de Manson tentou argumentar que as alegações de Walters não se enquadrariam nos critérios exigidos pela nova lei. O juiz, no entanto, entendeu que ainda é cedo para encerrar ou limitar o caso nesta fase do processo.
Segundo veículos norte-americanos, a defesa do músico ainda poderá voltar a questionar as acusações em etapas futuras, especialmente quando houver mais elementos reunidos no processo. Uma nova conferência de gerenciamento do caso está prevista para agosto.
Ashley Walters é uma das mulheres que fizeram acusações públicas contra Marilyn Manson nos últimos anos. O músico também foi acusado por nomes como Evan Rachel Wood e Esmé Bianco, além de outras mulheres. Ele sempre negou as acusações.
O caso segue em andamento na esfera civil.