Rush agradece fãs após primeiros shows da turnê e relembra Neil Peart

Após os quatro primeiros shows da turnê Fifty Something, em Los Angeles, o Rush agradeceu aos fãs pelo apoio, celebrou a recepção à nova formação ao vivo e voltou a lembrar o legado de Neil Peart.

O Rush viveu uma semana histórica em Los Angeles. Depois de iniciar a turnê Fifty Something com quatro apresentações no Kia Forum, a banda usou as redes sociais para agradecer aos fãs pelo apoio nesta nova fase.

Os shows marcaram a volta do Rush aos palcos após mais de uma década longe das turnês e também apresentaram ao público a nova formação ao vivo, com Anika Nilles na bateria e Loren Gold nos teclados, ao lado de Geddy Lee e Alex Lifeson.

Na mensagem, a banda agradeceu aos fãs por tornarem a semana “incrível”, destacou a forma como Anika e Loren foram recebidos pelo público e também citou Aimee Mann, que participou de “Time Stand Still” em homenagem a Neil Peart.

A presença de Neil, mesmo ausente fisicamente, segue sendo o centro emocional dessa retomada. Em uma nova entrevista à Prog, Geddy Lee e Alex Lifeson relembraram o antigo companheiro de banda e falaram sobre como ele mudou a história do Rush desde sua entrada, em 1974.

Geddy contou que, no começo, Neil parecia quase “um alienígena” para ele e Alex. O baterista era diferente dos outros músicos com quem conviviam, lia o tempo todo, falava sobre assuntos profundos e tinha uma forma muito particular de enxergar o mundo.

Alex também lembrou que Neil era intenso o tempo todo. Já Geddy brincou que, ao perceberem o quanto ele lia e escrevia, os dois chegaram basicamente à conclusão: “ele lê livros, vamos fazer ele escrever as letras”.

Deu certo. Neil Peart se tornou não apenas um dos maiores bateristas da história do rock, mas também o principal letrista do Rush, ajudando a moldar a identidade filosófica, literária e emocional da banda.

Nos quatro primeiros shows da nova turnê, o Rush também deixou claro que essa volta não será apenas uma repetição automática de clássicos. A banda mexeu bastante no repertório, tocou “2112” na íntegra na segunda noite, apresentou Moving Pictures completo na terceira e ainda resgatou faixas como “The Pass”, “The Anarchist” e “A Farewell To Kings” na quarta apresentação.

A performance de Anika Nilles também vem recebendo elogios de fãs e músicos. Mike Portnoy, baterista do Dream Theater e fã declarado do Rush, elogiou publicamente a nova baterista, dizendo que ela honrou Neil, Geddy, Alex, a música e os fãs.

Agora, o Rush segue para a Cidade do México, onde se apresenta nos dias 18 e 20 de junho, no Palacio de los Deportes. Depois, a turnê continua pelos Estados Unidos e Canadá ao longo de 2026.

Entre homenagens, setlists especiais e a difícil missão de seguir adiante sem Neil Peart, o Rush parece ter encontrado uma forma respeitosa e emocionante de voltar aos palcos. Não é uma substituição. É uma celebração de uma história que, mesmo marcada pela ausência, ainda pulsa forte para os fãs.