O novo álbum do Cage Fight não é só pesado… é pessoal pra caramba.
“Exuvia”, que chega em 1º de maio, marca uma virada na carreira da vocalista Rachel Aspe. Pela primeira vez em mais de 20 anos, ela decidiu abrir tudo.
E quando a gente fala tudo… é tudo mesmo.
Trauma, dor e verdade sem filtro
O disco nasce de experiências reais:
- ansiedade
- luto
- assédio
- reconstrução emocional
Rachel deixou claro que não queria mais inventar histórias.
“Eu só quero escrever sobre mim. Tem que vir de verdade.”
Essa decisão mudou completamente o som e a energia do álbum.
Um álbum que não romantiza a dor
Tem uma honestidade aqui que nem todo artista encara.
Em uma das partes mais pesadas da entrevista, Rachel fala sobre transformar dor em música… e manda a real:
isso não cura
A tristeza continua. O luto continua. Mas fazer música ajudou a externalizar tudo isso.
Sem romantização.
Sem filtro.
Peso e emoção andando juntos
Musicalmente, “Exuvia” traz evolução:
- mais melodia
- mais dinâmica
- mais identidade
Mas sem abandonar a pancadaria hardcore.
Tem espaço até pra momentos mais leves, como “Pick Your Fighter”, que traz participação de Julien Truchan e uma vibe inesperadamente divertida.
Porque sim… nem tudo precisa ser sofrimento o tempo todo.
Metal ainda tem muito a aprender
Rachel também tocou em um ponto que sempre gera discussão: o tratamento das mulheres no metal.
Segundo ela, ainda existe comparação constante, rótulos e comentários tóxicos.
“Nunca comparam homens… mas mulheres sempre.”
E a resposta da banda vem na música, como na faixa “Pig”, que expõe comportamentos abusivos e mensagens indesejadas que ela recebeu ao longo dos anos.
Um recomeço de verdade
“Exuvia” não é só um álbum.
É um processo.
É sobre se expor, se reconstruir e seguir em frente, mesmo sem todas as respostas.
E talvez seja exatamente isso que torna esse trabalho tão pesado… e tão necessário.
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