A Irlanda volta a ecoar os tambores da guerra ancestral com o novo álbum do Coscradh. Carving the Causeway to the Otherworld foi lançado oficialmente em 20 de fevereiro de 2026 pela 20 Buck Spin em LP, CD, fita e formato digital, consolidando a banda como uma das vozes mais intensas do black metal contemporâneo europeu.
Como um vento negro que se ergue sobre turfeiras esquecidas, o disco escava estradas fúnebres de seis mil anos, evocando passagens de carvalho erguidas por tribos guerreiras sob o olhar frio do druida. Não é apenas música. É ritual.
Entre Marte e o além
Coscradh canaliza o druida como astrônomo e vidente de guerra, invocando Marte como divindade cuja luz vermelha exige sacrifício. A narrativa apresenta guerreiros gaélicos esvaziando-se para que a fúria de Goac os possua antes da batalha.
As guitarras surgem como meteoros rasgando o horizonte. Os riffs carregam ferrugem ancestral. A percussão desaba como cascos sobre terra morta, enquanto os vocais irrompem como um grito de guerra lançado aos céus.
O álbum habita esse limiar entre mundos com convicção total. Há ciência druídica e sangue. Há agressão ritualística e ressurreição linguística. Cada faixa funciona como um portal.
Tracklist
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Five Fifths Awaken (0:00)
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Carving the Causeway to the Otherworld (2:54)
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Adhradh Dé Ghoac (8:26)
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Caesar’s Revelation (Hibernia L. VI V. XIV ad XVI et XXIV) (15:30)
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The Calling (21:38)
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Scythe of Saturn (22:37)
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Badhah’s Shadows (28:24)
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Opening the Gates to Styx, Nix, Kerberos and Hydra (34:49)
Formação
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Ciarán Ó Críodáin: Guitarras, Vocais, Letras
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Hick Ó Aodha: Baixo, Vocais, Noise
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Jason Keane: Guitarras, Lead, Synth
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Boban Burger: Bateria
Gravado em 2025 no Sun Studios e Studio One Temple Bar, em Átha Cliath, o trabalho contou com gravação e mixagem de Shauny Cads (Last Light Recordings) e masterização de Dan Lowndes no Resonance Sound Studios. A arte de capa ficou a cargo de Stefan Todorović, com layout da Chimère Noire Design.
Uma execução cósmica
Carving the Causeway to the Otherworld não busca acessibilidade. Busca transcendência. O disco se impõe como uma execução cósmica, conectando estradas esquecidas, deuses da guerra, ídolos de pedra e forças nascidas das estrelas.
Coscradh observa o céu noturno como um campo de batalha vivo, carregado de presságios. Para aqueles que ainda escutam os espíritos antigos, este álbum não é apenas um lançamento. É um chamado.
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