LINKIN PARK celebra renascimento com “From Zero”: “A recepção dos fãs tem sido melhor do que poderíamos imaginar”

O Linkin Park vive um dos capítulos mais marcantes de sua história. Após sete anos de silêncio desde One More Light (2017) — o último trabalho com Chester Bennington —, a banda retorna aos palcos e às paradas com o álbum “From Zero”, lançado em novembro passado.
A turnê mundial de mesmo nome tem sido uma das mais extensas da carreira do grupo, e, segundo Mike Shinoda, a resposta do público superou todas as expectativas.

“Tem sido incrível. Tivemos um ano muito agitado, com alguns dos maiores shows que já fizemos. A nova música, o novo álbum e tudo mais… a recepção dos fãs tem sido melhor do que poderíamos imaginar. É uma turnê longa, intensa e muito especial para todos nós.” — Mike Shinoda, em entrevista ao Recitales Argentina

Com a nova formação, o Linkin Park apresenta Emily Armstrong (ex-DEAD SARA) nos vocais e Colin Brittain na bateria — ambos integrando a banda ao lado dos membros originais Mike Shinoda, Brad Delson, Dave “Phoenix” Farrell e Joe Hahn. Nos shows, o guitarrista Alex Feder tem substituído Delson ao vivo.

Shinoda revelou que o processo de reconstrução da banda começou de forma orgânica e lenta, sem a intenção inicial de voltar à ativa:

“Tudo começou com conversas, cafés, encontros ocasionais… Só queríamos nos reconectar, escrever algo juntos e ver o que acontecia. Aos poucos, as coisas foram fluindo, e percebemos que ainda havia algo muito forte entre nós. Foi natural.” — Mike Shinoda

Um novo começo após a dor

A entrada de Emily Armstrong representa um ponto de virada para a banda. Sua voz poderosa, versátil e emocional ajudou o Linkin Park a encontrar uma nova identidade sem apagar o legado deixado por Chester.

“Encontrar uma voz única como a de Chester e depois encontrar outra como a de Emily é uma loucura. Não faz sentido. Ela é um fenômeno total. Desde o início sentimos uma conexão muito forte com ela e com Colin. Tudo fluiu naturalmente.” — Mike Shinoda, à Futuro Chile

Segundo Shinoda, não foi apenas a voz que fez Emily se destacar, mas a química no processo criativo:

“Não é só cantar bem — existem milhares de ótimos vocalistas por aí. Mas há algo intangível quando certas pessoas se reúnem. A energia flui, as ideias surgem, e o ambiente fica leve. Foi assim com Emily e Colin. Parecia certo.” — Mike Shinoda

“From Zero”: o renascimento

O novo álbum, “From Zero”, marca o retorno do Linkin Park ao estúdio com uma sonoridade que mescla rock alternativo, eletrônica e influências industriais, mantendo o DNA emocional e experimental da banda.
O disco trouxe o hit “The Emptiness Machine”, que se tornou o single número 1 das paradas e impulsionou o grupo a ultrapassar dois bilhões de streams em 2024, tornando-se a única banda de rock a atingir tal marca no ano.

“Não fazemos música pensando em hits. Queremos amar o que criamos e sentir orgulho de tocar isso todas as noites. O nome ‘From Zero’ representa recomeço, reconstrução, e esse conceito está em tudo — na música, na turnê, e na nossa vida como banda.” — Mike Shinoda

A edição deluxe do álbum foi lançada em maio, com faixas bônus e remixes, consolidando a nova fase criativa do Linkin Park.

 “Não é sobre apagar o passado”

No primeiro show da turnê, realizado no Kia Forum, em Los Angeles, Shinoda discursou diante de uma plateia emocionada, reconhecendo o peso da história e o significado do retorno:

“Estamos emocionados por estar de volta aqui. Não se trata de apagar o passado — trata-se de começar um novo capítulo para o futuro e estar aqui com vocês.” — Mike Shinoda

Com a turnê “From Zero World Tour” marcada até meados de 2026, o Linkin Park demonstra vitalidade, união e uma conexão renovada com os fãs.
O novo ciclo é, acima de tudo, um renascimento — uma celebração da vida, da arte e da continuidade de uma das bandas mais influentes do século XXI.

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