Ozzy Osbourne foi eternizado com uma estátua monumental no Hellfest Open Air, um dos maiores festivais de música pesada do mundo.
A obra, com cerca de sete metros de altura, foi instalada na entrada do evento realizado em Clisson, na França. A escultura foi criada pelo artista contemporâneo francês Philippe Pasqua e apresentada ao público durante a edição de 2026 do festival.
Retratado com os braços estendidos e sua conhecida imagem sombria, Ozzy agora recebe os visitantes em um dos principais pontos de encontro da comunidade mundial do heavy metal.
Hellfest prepara grande homenagem ao Príncipe das Trevas
O Hellfest havia anunciado que sua edição de 2026 seria marcada por uma homenagem especial a Ozzy Osbourne, que morreu em 22 de julho de 2025.
Além da instalação da estátua, o festival programou uma celebração dedicada à carreira do cantor na noite de 18 de junho, após a apresentação de Alice Cooper no palco principal.
A iniciativa reconhece a importância de Ozzy tanto como vocalista do Black Sabbath quanto por sua extensa carreira solo, responsável por discos fundamentais como “Blizzard of Ozz”, “Diary of a Madman” e “No More Tears”.
Mais do que homenagear um artista, a escultura celebra uma das figuras que ajudaram a construir a identidade cultural e visual do próprio heavy metal.
Sharon Osbourne não conseguiu participar da cerimônia
Sharon Osbourne estava entre os familiares esperados no Hellfest para acompanhar a homenagem, mas não conseguiu viajar até a França.
Em uma publicação nas redes sociais, a viúva e empresária de Ozzy explicou que precisou fazer uma visita inesperada ao hospital no início da semana.
“Lamento não ter conseguido estar no Hellfest para a inauguração da estátua de Ozzy. Infelizmente, precisei fazer uma viagem inesperada ao hospital”, escreveu.
Sharon agradeceu a Olivier Garnier, Ben Barbaud, à equipe do festival e especialmente a Philippe Pasqua, responsável pela criação da escultura.
Ela definiu a obra como “absolutamente impressionante”.
Philippe Pasqua assina a obra
A estátua foi desenvolvida por Philippe Pasqua, artista francês conhecido por trabalhos que exploram o corpo humano, a mortalidade e imagens monumentais.
Sua ligação com o Hellfest não começou agora. Pasqua também é responsável por outras obras presentes no complexo do festival, incluindo esculturas que reforçam a atmosfera sombria e grandiosa do local.
Para representar Ozzy, o artista apostou em uma imagem imediatamente reconhecível: roupas escuras, longos cabelos, braços abertos e o tradicional colar em formato de cruz.
O tamanho da obra transforma o cantor em uma presença quase mitológica dentro do festival, algo compatível com o personagem construído pelo músico ao longo de mais de cinco décadas.
Ozzy se junta a Lemmy no Hellfest
A homenagem também aproxima simbolicamente Ozzy Osbourne de outro nome fundamental da música pesada.
O espaço do Hellfest já possui uma estátua dedicada a Lemmy Kilmister, vocalista e baixista do Motörhead, instalada anteriormente no terreno do festival.
Com as duas obras, o local passa a reunir representações monumentais de dois artistas que ajudaram a definir diferentes caminhos do heavy metal.
Ozzy foi uma das vozes que estabeleceram as bases do gênero com o Black Sabbath no início dos anos 1970. Lemmy, por sua vez, uniu a velocidade do punk, o peso do metal e a atitude do rock and roll em uma linguagem própria com o Motörhead.
Agora, os dois permanecem lado a lado em um espaço visitado anualmente por fãs de várias partes do mundo.
Uma carreira que atravessou gerações
Ozzy Osbourne ganhou projeção mundial como vocalista do Black Sabbath, participando dos primeiros oito álbuns de estúdio da banda.
Discos como “Black Sabbath”, “Paranoid”, “Master of Reality”, “Vol. 4” e “Sabbath Bloody Sabbath” ajudaram a estabelecer os elementos que seriam explorados por inúmeras gerações de bandas.
Após deixar o grupo no final dos anos 1970, Ozzy iniciou uma carreira solo igualmente influente. Ao lado de músicos como Randy Rhoads, Bob Daisley, Jake E. Lee e Zakk Wylde, lançou músicas como “Crazy Train”, “Mr. Crowley”, “Bark at the Moon”, “Mama, I’m Coming Home” e “No More Tears”.
O cantor ainda se reuniu diferentes vezes com o Black Sabbath e participou do último álbum de estúdio da banda, “13”, lançado em 2013.
Sua despedida dos palcos aconteceu em julho de 2025, no evento “Back to the Beginning”, realizado em Birmingham. A apresentação reuniu a formação original do Black Sabbath e diversos artistas influenciados pelo grupo.
O legado permanece na entrada do festival
A estátua de Ozzy Osbourne não funciona apenas como decoração para a edição de 2026.
Instalada em um dos pontos mais visíveis do Hellfest, a obra transforma a passagem pelo local em uma espécie de encontro entre os fãs e uma das maiores figuras da história do gênero.
O Príncipe das Trevas deixou os palcos, mas sua presença continua gigantesca. No Hellfest, agora também literalmente.