O Tailgunner, uma das bandas mais comentadas da nova geração do heavy metal tradicional britânico, enfrenta uma crise interna após acusações envolvendo o baixista e fundador Thomas Hewson. Em comunicado publicado nas redes sociais, a banda afirmou que foi informada sobre acusações recentes contra o músico e que ele está se afastando enquanto a situação é devidamente tratada. Segundo o próprio comunicado, Hewson nega qualquer irregularidade.
O caso ganhou novos contornos após a guitarrista Rhea Thompson confirmar que não faz mais parte do Tailgunner. Em declaração publicada nas redes sociais, Thompson afirmou que não comentaria detalhes das acusações, mas disse que, por “preocupações morais e éticas”, não estava mais tocando com a banda.
Segundo Rhea, a decisão não foi simples. A guitarrista afirmou que nunca gostaria de ter chegado a esse ponto, mas que considerou a saída necessária diante das circunstâncias atuais. Ela também relatou ter descoberto, primeiro por movimentações da banda nas redes sociais e depois por terceiros, que havia sido substituída nos próximos shows de verão.
Ainda de acordo com Thompson, ela não havia formalizado uma saída naquele momento. A guitarrista disse que apenas havia comunicado não se sentir confortável em tocar com o Tailgunner nas circunstâncias atuais. Após tentativas de contato ignoradas, ela afirma ter iniciado uma ligação para esclarecer a situação. A partir da resposta recebida, segundo ela, ficou claro que se afastar definitivamente era a única opção restante.
O Tailgunner, por sua vez, declarou que leva o assunto a sério e que pretende lidar com a situação de forma responsável e respeitosa com todos os envolvidos. Até o momento, a banda não divulgou publicamente detalhes sobre a natureza das acusações, nem confirmou se os próximos compromissos ao vivo serão impactados.
Parte da repercussão online tem envolvido especulações sobre o teor das acusações. No entanto, como essas informações não foram detalhadas oficialmente pela banda, por Thompson ou por autoridades em comunicados públicos verificados, o mais responsável é tratar esses pontos como rumores não confirmados. Veículos como a Guitar World também evitaram entrar nos detalhes das acusações e se limitaram ao conteúdo confirmado pelos pronunciamentos.
A crise acontece em um momento de ascensão para o Tailgunner. A banda vem sendo apontada como uma das apostas da New Wave Of Traditional Heavy Metal, com forte influência de nomes como Iron Maiden, Judas Priest e Motörhead. O grupo lançou em fevereiro de 2026 o álbum Midnight Blitz, pela Napalm Records, produzido por K.K. Downing, ex-guitarrista do Judas Priest.
Rhea Thompson havia se tornado uma peça importante na formação recente da banda. A guitarrista entrou após o lançamento do álbum de estreia Guns For Hire e passou a dividir as guitarras com Zach Salvini, ajudando a consolidar a imagem do Tailgunner como uma banda jovem, técnica e fortemente ligada ao heavy metal clássico.
O impacto da saída de Rhea e do afastamento de Hewson ainda não está claro. O que se sabe é que o Tailgunner terá que lidar com uma situação delicada em meio a um ciclo importante de divulgação, shows e consolidação internacional.
Em casos como esse, a cautela é essencial. Há acusações graves em circulação, há um músico negando irregularidades, há uma integrante deixando a banda por razões morais e éticas, e há fãs tentando entender o que aconteceu em meio a informações fragmentadas. O papel da imprensa, nesse momento, não é transformar rumor em sentença, mas registrar os fatos confirmados e acompanhar os desdobramentos com responsabilidade.
Para uma banda que vinha crescendo rápido dentro do heavy metal tradicional, o Tailgunner agora enfrenta seu momento mais difícil fora dos palcos.