Tool: comediante detona Lateralus e reacende debate entre fãs

Nem todo clássico é intocável. E quando alguém resolve falar isso em voz alta, a internet responde.

O icônico Lateralus (2001), do Tool, voltou ao centro das discussões após uma crítica direta e sem filtro do comediante Kid Mero, que não fez questão nenhuma de suavizar a opinião.

Eu vou dar nota 1,5 porque eu odeio o Tool.
Kid Mero

A fala rapidamente repercutiu entre fãs e reacendeu um debate antigo: até que ponto o status de “obra-prima” é universal?

Para Mero, a experiência de ouvir Tool simplesmente não funciona. E esse tipo de reação, apesar de parecer extrema, não é exatamente inédita.

Outros nomes fora da cena metal já demonstraram dificuldade em se conectar com a banda. O comediante Marc Maron, por exemplo, já comentou que nunca conseguiu entrar no som do Tool, enquanto Reggie Watts criticou tanto a música quanto a postura da banda.

No meio disso tudo, uma coisa fica clara: Lateralus não é um álbum feito para agradar todo mundo.

Lançado em 2001, o disco é frequentemente citado como um dos pilares do metal progressivo moderno. Estruturas complexas, mudanças de tempo, camadas atmosféricas e uma abordagem quase matemática da composição colocaram o Tool em um patamar único dentro do gênero.

Mas esse mesmo conjunto de características é justamente o que afasta parte do público.

Para alguns, é uma experiência quase transcendental. Para outros, é difícil, arrastado ou simplesmente inacessível.

E talvez esse seja o ponto mais interessante.

O Tool nunca buscou ser uma banda “fácil”. E Lateralus é provavelmente o melhor exemplo disso.

No fim, críticas como a de Kid Mero não diminuem o impacto do álbum. Pelo contrário. Elas reforçam algo essencial: a obra ainda provoca reação.

E no mundo da música, pior do que ser criticado… é ser ignorado.

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