Behemoth lança clipe de “I, Scvlptor” e detalha novo trabalho com oito faixas

O Behemoth lançou o videoclipe oficial de “I, Scvlptor”, faixa-título do novo trabalho especial que chegará ao público em 4 de setembro de 2026.

Mais do que um single isolado, a música apresenta um projeto que conecta diferentes momentos da história da banda polonesa. “I, Scvlptor” terá oito faixas que incluem composições inéditas, regravações de músicas antigas, versões de nomes fundamentais do metal extremo e um registro ao vivo.

O lançamento físico será realizado mundialmente pela Massacre Records, enquanto a distribuição digital ficará sob responsabilidade da Nuclear Blast Records.

“I, Scvlptor” abre um novo capítulo

Composta por Nergal, “I, Scvlptor” mantém o caráter monumental e ritualístico que se tornou uma das marcas do Behemoth.

Segundo o vocalista e guitarrista, a faixa foi construída dentro da tradição de músicas épicas como “O Father O Satan O Sun!”, “Lucifer” e “Nieboga Czarny Xiądz”, mas também apresenta caminhos diferentes dos trabalhos anteriores.

A letra utiliza a figura do escultor como uma metáfora para o processo contínuo de construção do próprio indivíduo. A ideia envolve a tentativa de moldar a si mesmo enquanto se enfrenta a matéria, as limitações pessoais e a inevitabilidade da morte.

O resultado combina riffs densos, passagens grandiosas e a força rítmica formada por Inferno na bateria e Orion no baixo.

Videoclipe reúne novamente Behemoth e Group 13

O vídeo oficial foi dirigido e editado por Dariusz Szermanowicz, responsável por diversos trabalhos visuais do Behemoth ao lado da produtora Group 13.

A direção de fotografia ficou com Jakub Stypuła, enquanto Albert Białek e Michał Haśko trabalharam na iluminação.

A parceria mantém o padrão cinematográfico adotado pela banda em seus lançamentos, transformando a música em uma apresentação visual carregada de simbolismo, contraste e imagens ritualísticas.

O clipe reforça a relação entre criação e destruição presente na composição. Nergal surge não apenas como intérprete, mas como a figura que molda, destrói e reorganiza aquilo que está ao seu redor.

Um trabalho entre o passado e o presente

O Behemoth apresenta “I, Scvlptor” como um lançamento independente e completo, com aproximadamente 40 minutos de duração.

Das oito faixas, sete são gravações de estúdio ainda não lançadas e uma é um registro ao vivo.

Além da faixa-título, o projeto inclui a inédita “Lord ov the Horizons”, composição que retoma a temática luciferiana recorrente na carreira da banda.

Musicalmente, a faixa explora um lado mais experimental do Behemoth, com passagens próximas do canto tradicional e influências mais ligadas ao rock. A música será apresentada em sua versão principal e em uma versão alternativa.

“Begotten” também aparece no repertório. A composição foi gravada durante as sessões de “The Shit Ov God”, mas acabou fora do álbum por possuir uma identidade diferente das demais músicas.

De acordo com Nergal, a faixa possui elementos de new wave e momentos próximos do pós-gótico, sem abandonar o peso característico do grupo.

Behemoth revisita duas fases antigas

“I, Scvlptor” também recupera músicas dos primeiros anos da banda.

“Rise of the Blackstorm of Evil”, originalmente apresentada em 1992 na demo “The Return of the Northern Moon”, ganhou uma nova gravação.

Nergal preservou a estrutura central da composição, mas modificou ritmos, arranjos de guitarra e partes da letra. A intenção foi transformar uma música primitiva e crua em uma faixa com a força e a produção do Behemoth atual.

A outra regravação é “In Thy Pandemaeternum”, lançada originalmente em “Pandemonic Incantations”, de 1998.

O líder da banda afirmou que sempre considerou que os riffs da gravação original ficaram escondidos por uma produção caótica. A nova versão busca apresentar essas ideias com maior clareza, utilizando a experiência adquirida pelo grupo ao longo das últimas décadas.

Shagrath e Sakis Tolis participam do lançamento

O disco também presta homenagem a duas bandas que exerceram grande influência sobre a formação musical do Behemoth.

“In League With Satan”, do Venom, foi regravada com a participação de Shagrath, vocalista do Dimmu Borgir.

A versão utiliza guitarras de sete cordas e ganhou uma sonoridade mais pesada. A música também batiza a turnê conjunta que Behemoth e Dimmu Borgir realizarão pela Europa em outubro, com o Dark Funeral como convidado especial.

Já “The Return of Darkness and Evil”, do Bathory, aparece em uma gravação ao vivo com participação de Sakis Tolis, vocalista e guitarrista do Rotting Christ.

O registro foi captado durante a primeira apresentação da versão, realizada em Atenas. A música também foi escolhida para funcionar como um hino do Mystic Festival de 2026.

Jens Bogren assume mixagem e masterização

“I, Scvlptor” foi composta por Nergal, que também escreveu as letras.

As baterias foram gravadas no Fascination Street Studios, com engenharia de Jens Bogren. As guitarras foram registradas no The Church Of Sound Studio por Michael Zech.

O baixo foi gravado no mesmo estúdio, com engenharia de Victor Bullok e Mikolaj Kiciak.

Jens Bogren também ficou responsável pela mixagem e pela masterização, reforçando a produção precisa e massiva que caracteriza os trabalhos recentes do Behemoth.

Confira a lista de músicas

  1. I, Scvlptor
  2. Lord ov the Horizons
  3. Rise of the Blackstorm of Evil
  4. In Thy Pandemaeternum
  5. Begotten
  6. In League With Satan
  7. The Return of Darkness and Evil – ao vivo
  8. Lord ov the Horizons – versão alternativa

“I, Scvlptor” estará disponível em CD, vinil, cassete e em uma edição especial que reúne diferentes formatos, camiseta e impressão artística autografada pela banda.

 

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