Ex-Arch Enemy explica como divide sua carreira entre DragonForce, Blue Medusa e projeto solo, mas deixa claro qual deles é sua principal prioridade.
Alissa White-Gluz vive uma das fases mais movimentadas de sua carreira. Após encerrar seu ciclo com o ARCH ENEMY, a vocalista passou a dividir sua atenção entre três caminhos diferentes: seu projeto solo, a nova banda BLUE MEDUSA e sua entrada no DRAGONFORCE como primeira frontwoman da história do grupo.
Em entrevista concedida a Paolo Phoenix, da Magenta TV, durante o Wacken Open Air 2026, na Alemanha, Alissa explicou como consegue administrar projetos tão diferentes sem abrir mão da identidade artística.
E, apesar da agenda cada vez mais cheia, ela deixou claro que existe uma prioridade.
Blue Medusa é a principal paixão de Alissa
Segundo a cantora, seu trabalho solo funciona como uma extensão completamente pessoal de suas ideias. É um espaço em que pode experimentar, colaborar com outros artistas e explorar caminhos que considera artisticamente interessantes.
Já o BLUE MEDUSA ocupa um espaço diferente.
A banda formada apenas por mulheres representa, segundo Alissa, o projeto no qual ela concentra atualmente a maior parte de sua energia, atenção e envolvimento criativo.
“Minha principal paixão e a maior parte do meu foco estão no BLUE MEDUSA”, afirmou.
Para a vocalista, o grupo representa a banda que ela sempre quis ter e permite que controle cada detalhe da proposta musical e visual.
O BLUE MEDUSA conta com Alyssa Day, do MINDSCAR e ABSENTIA, e Dani Sophia, ex-guitarrista de TILL LINDEMANN.
Nas apresentações ao vivo, a formação também inclui Alicia Vigil, baixista ligada ao DRAGONFORCE e VIGIL OF WAR, e Delaney Jaster, do STITCHED UP HEART.
Até o momento, o grupo lançou os singles “Checkmate” e “Flying Monkey”.
DragonForce permite explorar outra faceta de sua voz
Se o BLUE MEDUSA representa o lado mais pessoal de Alissa, o DRAGONFORCE oferece um desafio completamente diferente.
A cantora destacou principalmente a enorme energia das apresentações do grupo e afirmou que esse aspecto combina diretamente com a maneira como gosta de se apresentar no palco.
Além disso, as músicas do DRAGONFORCE acabaram se encaixando de maneira particularmente confortável em sua extensão vocal.
Segundo Alissa, cantar o repertório da banda permite explorar uma característica de sua voz que há algum tempo desejava desenvolver com maior liberdade.
“Consigo expressar um lado da minha voz que eu queria expressar há um tempo”, explicou.
A experiência também tem ligação com uma influência talvez menos óbvia para quem acompanha sua trajetória no metal extremo: o teatro musical.
Alissa revelou ser uma grande fã do gênero e afirmou que, ao cantar com o DRAGONFORCE, sente que pode utilizar um pouco dessa abordagem mais teatral.
As músicas do grupo, marcadas por melodias grandiosas, registros agudos, velocidade e longas linhas vocais, também representam um exercício técnico.
A cantora explicou que precisa trabalhar especialmente o controle da respiração e a execução das partes mais rápidas, características que tornam o material desafiador e, ao mesmo tempo, estimulante.
Primeira frontwoman da história do DragonForce
A entrada de Alissa White-Gluz no DRAGONFORCE foi anunciada oficialmente em maio de 2026.
A colaboração entre as partes, porém, começou antes.
Em 2025, Alissa participou de uma versão alternativa de “Burning Heart”, experiência que aproximou a vocalista dos integrantes da banda e abriu caminho para uma parceria mais permanente.
Sua estreia oficial ao vivo com o DRAGONFORCE aconteceu em 9 de maio de 2026, durante o festival Welcome To Rockville, na Flórida.
A chegada da cantora inaugurou uma configuração inédita na trajetória do grupo, conhecido mundialmente por sua combinação de power metal extremamente veloz, melodias grandiosas e performances tecnicamente exigentes.
Nova fase após o Arch Enemy
Alissa White-Gluz entrou para o ARCH ENEMY em 2014, substituindo Angela Gossow.
Durante sua passagem pela banda sueca, gravou quatro álbuns de estúdio: “War Eternal”, de 2014, “Will To Power”, de 2017, “Deceivers”, de 2022, e “Blood Dynasty”, lançado em 2025.
Sua saída foi anunciada em novembro de 2025.
No mesmo período, Alissa apresentou “The Room Where She Died”, primeiro single de seu aguardado projeto solo.
Desde então, em vez de seguir apenas um caminho, a cantora passou a construir diferentes espaços para cada parte de sua identidade musical.
O trabalho solo oferece liberdade individual. O BLUE MEDUSA concentra sua visão artística mais pessoal. E o DRAGONFORCE apresenta um território em que Alissa pode explorar melodias, registros e influências que nem sempre tiveram espaço em seus trabalhos anteriores.
Para uma vocalista reconhecida durante anos principalmente por sua atuação dentro do death metal melódico, essa nova fase parece menos uma mudança de direção e mais uma oportunidade de finalmente mostrar todas as possibilidades de sua voz.