EXODUS: GARY HOLT EXPLICA SAÍDA DE ZETRO E FALA SOBRE NOVA ERA DA BANDA

🇺🇸 O Exodus, ícone do thrash metal da Bay Area, está pronto para uma nova fase. Em entrevista recente à jornalista sérvia Jadranka Janković Nešić, durante a turnê europeia da banda, o guitarrista Gary Holt revelou os bastidores da troca de vocalistas e os detalhes sobre os dois novos álbuns que vêm aí.

A banda acaba de concluir as gravações de 18 faixas inéditas, que serão divididas entre dois lançamentos, sucedendo o álbum Persona Non Grata (2021).

“Será lançado como dois discos totalmente separados. Continuamos escrevendo e tínhamos tanto material que pensamos: vamos trabalhar agora para podermos relaxar depois. Eu queria ter 20 músicas prontas… quem sabe, tirar umas férias — eu nunca tive uma.”
— Gary Holt

Dois discos, nenhuma faixa descartável

Apesar da quantidade, Holt afirma que o nível permanece elevado.

“Todas são ótimas. São 18 músicas, e todas são totalmente incríveis. É difícil até escolher quais vão para o primeiro álbum.”

Musicalmente, o novo material promete agradar aos fãs mais antigos e também surpreender:

“É 100% Exodus e, às vezes, 100% diferente. Tem coisas super rápidas, super lentas… momentos satânicos, malignos pra caramba.”

A banda permanece fiel ao formato clássico de álbum completo, sem se preocupar com singles:

“A gente escreve álbuns. Se a música tem três minutos, beleza. Se tem onze, também. Ela termina quando termina.”

Adeus Zetro, volta Rob Dukes

Uma das mudanças mais notáveis foi a saída de Steve “Zetro” Souza e o retorno de Rob Dukes, que já havia liderado o Exodus entre 2005 e 2014. Apesar de elogiar Zetro, Holt explica que a mudança foi necessária para preservar o bem-estar da banda.

“Ele não estava feliz. Ele foi incrível no palco, incrível no estúdio, e incrível com os fãs. Mas, fora do palco, estava nos afetando. E esse é um trabalho difícil quando se tem a nossa idade. Se essa parte não for mais divertida, então nada disso é.”

“Agora estamos felizes. Rob está aqui, todos nós passamos muito tempo juntos e nos divertimos. Isso é o mais importante.”

Holt também foi honesto sobre seu desconforto com mudanças:

“Sou apegado aos meus hábitos. A ideia de encontrar um vocalista novo, que a gente não conhece, nunca foi uma opção pra mim. Imagina contratar alguém da idade da minha filha mais nova… seria estranho.”

O legado de Souza e a nova fase

Zetro, que entrou para o Exodus em 1986 após passar pelo Legacy (que depois virou o Testament), retornou à banda duas vezes (2002 e 2014). Sua última passagem, porém, parece ter deixado a banda em um estado emocional fragilizado.

Agora, com Rob Dukes de volta, Holt e os demais integrantes apostam em uma fase mais estável, enérgica e produtiva. A banda se prepara para lançar dois álbuns completos e continuar a turnê mundial, com o gás renovado e os laços reforçados.

“Tenho 61 anos. Quando lançarmos o próximo álbum, já terei bem mais idade. Quero trabalhar duro agora para poder tirar férias depois. Mas é difícil. Eu sou um workaholic. Minha esposa é quem vai ter que me dizer para desligar o telefone.”

Com novos discos a caminho, uma formação coesa e um clima renovado nos bastidores, o Exodus promete continuar sendo uma força bruta no thrash metal mundial.

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