O guitarrista FRANK BLACKFIRE, atualmente no SODOM e ex-integrante do KREATOR, falou abertamente sobre sua frustração com o hiato de turnês da banda alemã após o lançamento de The Arsonist, o 17º álbum de estúdio do grupo.
Em entrevistas recentes ao RapidMetalFire, o músico deixou claro que não entende a lógica de colocar um novo disco no mercado sem levá-lo aos palcos.
Novo álbum, nenhum show
Lançado em julho deste ano, The Arsonist marcou o retorno do SODOM aos estúdios, mas não aos palcos.
A decisão de entrar em um hiato de turnês partiu do líder da banda, o baixista e vocalista TOM “ANGELRIPPER” SUCH, o que pegou parte dos fãs — e também integrantes do grupo — de surpresa.
Sobre a situação, FRANK BLACKFIRE foi direto:
“Com o SODOM, lançamos The Arsonist recentemente — foi em julho, eu acho — e nada acontece com a banda. É uma pena. Se você lança um álbum novo, acho que você quer ir tocar ao vivo, fazer turnê ou pelo menos alguns festivais.”
O guitarrista ainda reforçou o impacto negativo da ausência de shows:
Foco total no FRANK BLACKFIRE
Sem atividades ao vivo com o SODOM, FRANK BLACKFIRE decidiu não ficar parado. O músico tem concentrado seus esforços em sua carreira solo, com a banda FRANK BLACKFIRE, escrevendo material novo e buscando apresentações sempre que possível.
“Estou trabalhando duro agora, tentando conseguir shows, festivais e escrevendo material novo para um novo álbum. Espero conseguir lançá-lo no ano que vem.”
Recentemente, ele também celebrou os 10 anos de Back On Fire, seu álbum solo de estreia, relançado pela HIGH ROLLER RECORDS, agora remasterizado, com nova arte e, pela primeira vez, em vinil.
A visão de TOM “ANGELRIPPER” SUCH
Do outro lado, ANGELRIPPER tem sido transparente sobre os motivos que levaram o SODOM a desacelerar. Em entrevistas concedidas ao BLABBERMOUTH.NET e ao RapidMetalFire, o músico explicou que a decisão envolve saúde, desgaste físico e mental e o acúmulo de funções dentro da banda.
“Meu médico disse: ‘Você precisa desacelerar. Queremos manter você assim’. Eu ainda estou saudável e capaz de fazer turnês, mas agora preciso de mais tempo para outras coisas.”
Além de ser vocalista e baixista, ANGELRIPPER também atua como manager do SODOM, o que, segundo ele, aumenta ainda mais a carga de trabalho.
“As pessoas só veem a banda no palco. Elas recebem um disco novo e escutam, mas não fazem ideia de quanto trabalho existe para finalizar um álbum ou organizar uma turnê. Eu faço tudo isso.”
Duas necessidades diferentes
Apesar de reconhecer que os fãs ficam frustrados por não ouvir The Arsonist ao vivo, ANGELRIPPER afirma que a pausa é necessária neste momento da vida.
“Eu sei que vou sentir falta do palco, vou sentir falta da banda. Estar no palco, fazer discos, ensaiar — é algo que eu realmente gosto. Mas agora é a hora de parar um pouco.”
Enquanto isso, FRANK BLACKFIRE segue ativo, deixando claro que tocar ao vivo é fundamental não apenas artisticamente, mas também para sua sobrevivência como músico profissional.
O impacto do hiato no thrash metal
O contraste entre as falas de FRANK BLACKFIRE e TOM “ANGELRIPPER” SUCH evidencia duas realidades comuns entre bandas veteranas do thrash metal: de um lado, a necessidade de continuar ativo para viver de música; do outro, o desgaste natural após décadas de estrada.
Resta saber quando — e em que condições — o SODOM voltará aos palcos para apresentar The Arsonist ao vivo.
Por Maurício Almeida @mau_almeida85
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