Max Portnoy recria bateria para clássico do Led Zeppelin sem conhecer a música

Max Portnoy, baterista do Tallah e filho de Mike Portnoy, participou de um novo desafio da Drumeo e encarou uma missão nada simples: ouvir “In My Time of Dying”, do Led Zeppelin, pela primeira vez e criar uma parte de bateria para a música na hora.

O vídeo faz parte do formato em que bateristas são colocados diante de faixas que não conhecem, geralmente sem a bateria original, e precisam construir uma abordagem própria apenas a partir do que escutam dos outros instrumentos. No caso de Max, o desafio ganhou peso extra por envolver uma das faixas mais longas e intensas da carreira de estúdio do Led Zeppelin.

“In My Time of Dying” foi lançada pelo Led Zeppelin no álbum Physical Graffiti, de 1975. Com pouco mais de 11 minutos, é considerada a gravação de estúdio mais longa da banda. A música tem origem no gospel blues e já havia sido registrada em versões anteriores, incluindo gravações associadas a Blind Willie Johnson e Bob Dylan, antes de ganhar a leitura pesada e arrastada do Zeppelin.

No desafio, Max precisa lidar justamente com essa estrutura extensa, cheia de mudanças de dinâmica, pausas, retomadas e espaço para improviso. Não é uma faixa feita para “marcar o tempo” de forma óbvia. É o tipo de música em que a bateria conversa com o riff, segura a tensão e precisa saber quando crescer sem esmagar a atmosfera.

A referência original, claro, é enorme. John Bonham transformou “In My Time of Dying” em uma aula de peso, groove e sensação física. A bateria da versão do Led Zeppelin ficou marcada por uma sonoridade ampla, com ambiência forte e uma pegada que parece empurrar a banda inteira para frente.

O interessante no vídeo é ver Max Portnoy tentando decifrar a faixa em tempo real. Em vez de simplesmente copiar uma fórmula clássica, ele precisa entender o clima, perceber as viradas, antecipar os movimentos e montar uma bateria que faça sentido para uma música que já nasceu gigantesca.

A participação também chama atenção por colocar Max em um contexto diferente daquele em que muitos o conhecem. No Tallah, ele trabalha com uma abordagem moderna, agressiva e caótica, ligada ao metal contemporâneo. Já aqui, o desafio exige outra leitura: menos explosão constante, mais escuta, peso orgânico e senso de dinâmica.

O resultado funciona como um retrato do raciocínio de um baterista diante de uma música monumental. Mais do que acertar cada detalhe, o vídeo mostra como ele interpreta a faixa, quais elementos prioriza e como tenta construir uma identidade própria sem saber, até o fim, o que Bonham havia feito na gravação original.

Para fãs de bateria, Led Zeppelin e curiosidades musicais, o vídeo é um prato cheio. Para quem acompanha a família Portnoy, também há um charme extra: Max encara um clássico setentista enquanto carrega inevitavelmente a comparação com o sobrenome do pai, mas responde com personalidade própria.

No fim, o desafio da Drumeo não é apenas sobre tocar Led Zeppelin. É sobre escuta, instinto e construção musical sob pressão. E “In My Time of Dying” não perdoa quem entra nela sem atenção.

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